''O QUE PODEMOS FAZER PARA QUERER FIRMEMENTE AQUILO QUE RECONHECEMOS SER O MELHOR PARA NÓS E PARA NOSSA ESPÉCIE?''

3 de abr de 2010

Porque recusar os ovos: A ÉTICA


Se o comer galinhas e frangos claramente consiste no fato de assassinar animais, comer ovos não é condenável em si. Que ele seja fecundado ou não, o ôvo evidentemente não sente nada.
Por outro lado, o ôvo é um produto oriundo da exploração de um animal, ou seja, de uma galinha que, assim como nós, animais humanos, é sensível á dor. Nós não temos então o direito, assim como em relação a uma pessoa humana, de dispor de seu corpo –um corpo que sente sofrimento e prazer- nós não temos, moralmente, o direito de matar este ser. Suas condições de existência e sua vida possuem uma importância capital para si.


As condições

Apresentaremos brevemente, em ordem de intensidade de crueldade, os 3 tipos de exploração animal de onde se originam os ovos que estão á venda no comércio.
Em primeiro lugar, no que podemos classificar como sendo o sumo da barbárie, se encontram os aviários em ‘batterie’ (criação intensiva): 0,045 m2 de espaço vital para cada galinha. Este tipo de criadouros representa por sí só cerca de 93% da produção total de ovos. O resto da produção “ ao ar livre” outorga 2,5 m2 para cada galinha. Em ínfima proporção encontramos os criadouros ‘libre parcours’ (percurso livre): 10m2 por galinha.


Os Aviários de criação intensiva

Estas produções intensivas são verdadeiras usinas de sofrimento e de morte. As galinhas vivem amontoadas em gaiolas de ferro inclinadas para facilitar que os ovos escorreguem para o exterior. O espaço que as galinhas possuem durante toda sua vida não ultrapassam 450 cm2 (ou seja, o equivalente de uma folha A4). Dezenas de milhares de galinhas vivem assim em galpões iluminados artificialmente dia e noite, elas nunca verão o sol, nem conhecerão o repouso de uma noite escura e calma. A superpopulação, a barulheira e a luz perpétua levam estes animais a se atacarem entre si, a se auto-mutilarem, levando-os até ao canibalismo.

Para limitar as vítimas, os produtores atrofiam bicos e unhas com ferro quente, sendo que esta prática mata muitas galinhas antes de estas atingirem a idade adulta, após longas agonias.


Todos os animais machucados e a sujeira ambiente (as gaiolas são limpas apenas uma vez a cada dois anos) provocam infecções e doenças, o que obriga os produtores a colocarem substâncias químicas na ração animal. Os mais modernos aviários reciclam os excrementos das galinhas a fim de misturá-los aos alimentos novos.
A única atividade das galinhas é comer...

Cada dia, centenas de cadáveres são retirados destes pútridos galpões onde os produtores entram somente com roupas especiais e inteiramente mascarados. Em tais condições, as galinhas não conseguem manter um alto rítimo de produção durante muitos meses. Quando se tornam menos rentáveis, elas sáo abatidas na idade de 18 meses (notemos que seu potencial de vida é de 10 anos) sem ter podido uma só vez ter visto o céu ou caminhar pelo solo do planeta.


A criação ao ar livre

Contrariamente ao que poderíamos pensar, este tipo de criação não é a melhor... pois qualquer que seja o tipo de criação, nada muda quanto ao destino do animal. Nas criações ditas “bio” (biológicas) é a saúde do ser humano que é levada em conta. O acesso entre o galpão e o exterior é permitido ás galinhas durante 3 horas por dia; elas têm a possibilidade de andar um pouco em um estreito corredor gradeado. Neste tipo de aviário elas também não verão nem um pedaçinho de grama ou de vegetação. Os produtores, por lhes ‘permitirem’ andar um pouco têm o direito de chamarem estes animais de ‘galinhas felizes” e podem usar nas embalagens desses ovos uma foto, por exemplo, de uma bela galinha ciscando sozinha em um imenso campo verde!

2 comentários:

Crudivora disse...

Excelente Blog continue o bom trabalho! Recomendo-o no meu Blog.

Anônimo disse...

A minha vó tem uma criação de galinhas ao ar livre,mas as galinhas dela não ficam momento nenhum em um galpão,elas são literalmente livres,e tem um espaço muito grande tambem *_*

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