''O QUE PODEMOS FAZER PARA QUERER FIRMEMENTE AQUILO QUE RECONHECEMOS SER O MELHOR PARA NÓS E PARA NOSSA ESPÉCIE?''

12 de out de 2011

Uma historia qualquer de tempos em tempos

...
um lugar pouco afastado da cidade,
onde o vento refresca e a agua seca,
paredes de barro batido bem altos e fortes,
com janelas por todos os cantos e lugares,
a poeira não acentua pois não há paredes existentes dentro da casa que as segure,
os tetos de madeira caída,
pelo quintal avista-se o por do sol avermelhado com cores quentes ao som dos cantos calmos do Anu-Preto passeante,
horizonte normalmente limpo de campo esverdeado que faz os olhos velhos virarem novos,
uma rua de terra batida passa em frente,
entre a casa e a cidade,
dezenas de dúzias de árvores e arbustos,
formando a alameda de pinheiros que vão aromatizando o ar e os ouvidos com seu Som magico,
os eucaliptos que mostram seu distinto cheiro ao nariz desperto,
na época o ipe faz chover brilho rosa das alturas tornando o chão mais belo, suntuoso e macio dentre todos os palácios de ouro do oriente e ocidente,
ainda o chão da casa feito de pedras octogonais, cúbicas e assimétricas coletadas pelo observador da natureza,
chafariz no centro com céu aberto para as estrelas,
esteiras de taboa e capim,
pinturas infinitas pelos lados e tetos,
livros e instrumentos de corda, sopro e percussão,
sementes secadas e pilares do menor pro maior, formando o teto piramidal magnético da regeneração,
flores e sofa de capim para os amigos dos amigos,
varal e amarras de cipó,
forno de barro para aquecer os pés e secar o olhar nas noites sem ruídos,
buracos no teto que transferem particularmente a lua e o sol em distintos movimentos de dia e de sol,
agua e luz fractalmente sem fim no movimento,
flores e aromas incansaveis de se perceber,
frutas e ervas exuberam-se nas altivas, majestosas e frondosas frutíferas de tronco grosso,
respeitáveis pelo tempo e pelo existir imutável,
nos trepados galhos de altura mediana colhe-se todas as cores e todos os cheiros,
logo nos dias de lua vazia deita-se e ouve até o som mais longe ressoar no tímpano,
os olhos fechados na sombra clara do veterano jasmim-manga de pétalas rosas que não são rosas,

ainda deitado na manhã do sol e na começo do dia,
tocado pela agua e secado pelo ar em movimento invisivelmente turbilhado, deixando a pele macia, lisa, quase intocável,
os girassois nos cantos da cerca viva de trepadeiras, maracujás, buchas e abóboras,
ficam altivos e eretos buscando não mais além do que um simples sorriso do sol,
a paz reina em todos os lugares, a paz é todos os lugares.

''poema'' espontâneo às 22:41numa terça quente de feriado dentro do ciclo de equinócio ocidental de fim de ano.

- Le







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