''O QUE PODEMOS FAZER PARA QUERER FIRMEMENTE AQUILO QUE RECONHECEMOS SER O MELHOR PARA NÓS E PARA NOSSA ESPÉCIE?''

21 de out de 2011

Trecho livro de John Zerzan


Recentemente li um livro interessante falando de como vivia os humanos na
pré-história, é bastante diferente da versao contada pela mídia e nas escolas,
deixo aqui um trecho falando sobre a alimentaçao;

(...) Assim, se a primeira adaptação de nossa espécie se centrou na coleta,
quando apareceu a caça? Binford (1984) sustenta que nenhum sinal de práticas
carnívoras indica o uso de produtos animais (i.e. evidência de práticas de
sacrifício) até a aparição, relativamente recentes, de humanos anatomicamente
modernos. O exame ao microscópio eletrônico de fósseis de dentes encontrados
na África Oriental (1984) indicam uma dieta essencialmente composta por frutos,
igualmente o exame similar de utensílios de pedra provenientes de Koobi Fora,
Quênia, de 1,5 milhões de anos, (Keeley and Toth 1981) mostram que eles
usavam para cortar os vegetais. O pouco de carne na dieta no início do Paleolítico
era mais provavelmente encontrada do que particularmente caçada (Ehrenberg
1989b).
A condição "natural" da espécie é evidentemente a de uma dieta formada
em grande parte por alimentos vegetais ricos em fibra, ao contrário da alimentação
moderna de alto conteúdo em matérias gordurosas e proteínas animais com sua
seqüela de desordens crônicas (Mendeloff 1977). Nossos primeiros antepassados
utilizavam "seu conhecimento detalhado do meio, numa espécie de cartografia
cognitiva" (Zihiman 1981) na atividade de coletar as plantas que serviam a sua
subsistência, as evidências arqueológicas da existência de caça não aparecem
senão muito lentamente ao longo do tempo (Hodder 1991).

Entretanto, muitos elementos vêm contradizer a tese de que a caça estava
muito estendida durante os tempos pré-históricos. Por exemplo, as pilhas de
ossadas nas quais antes se via uma prova de matanças em massa de mamíferos,
ao examiná-las resultaram em vestígios de inundações ou de refúgio de animais.
Em “Were There Elephant Hunters at Tooralba?”, Lewis Binford’s (1989) duvida
que as primeiras caçadas significativas teriam aparecido antes de 200.000 anos,
ou mais cedo. Adrienne Zihiman (1981), chegou à conclusão de que "a caçada
apareceu relativamente tarde na evolução”, e "não existia antes dos últimos
100.000 anos". E há muitos (e.i Strauss 1986, Trinkhaus 1986) pesquisadores que
não vêem evidências de caçadas consideráveis de grandes mamíferos antes de
uma data ainda mais próxima, ao final do Paleolítico superior, justo antes da
aparição da agricultura.

As mulheres nã dependiam, de maneira significativa dos homens para se alimentar
(Hamilton 1984), parece provável que, ao invés de toda divisão do trabalho, a flexibilidade e
a partilha era a regra (Bender 1989). Como mostra Zihiman (1981), uma
flexibilidade geral de comportamento teria sido a característica principal dos
primeiros tempos da espécie humana. Joan Gero (1991) demonstrou que os
utensílios de pedra pohttp://www.blogger.com/post-create.g?blogID=1611250374258729952diam ter sido feitos tanto por homens como por mulheres, e
Poirier (1987) nos lembra que "nenhuma prova arqueológica apóia a teoria
segundo a qual os primeiros humanos praticaram a divisão sexual do trabalho".
Não parece que a procura de alimento tenha obedecido a uma divisão do trabalho
sistemática (Slocum 1975), e é muito provável que a especialização por sexo se
fizesse muito tarde no curso da evolução humana (Zihiman 1981, Crader e Isaac
1981).

O livro fala depois como surgiu a domesticaçao de plantas(agricultura de grãos ao invés de coleta de frutos) e animais, e as implicaçoes disso, que foi a divisão de trabalho, divisão de classes, opressão , problemas nutricionais , sedentarismo e todas as consequencias que isso
gerou, vale á pena ler o livro (nao tem direitos autorais, chama -se Futuro Primitivo, o
autor é John Zerzan, está disponível em pdf no 4shared.com)

A antropologia moderna acaba cada vez mais com o mito que a mídia e a escola primária passa sobre a vida pré-histórica, de fábulas do homem vivendo nas cavernas e comendo animais , vivendo em ambientes inóspitos cheio de animais carnívoros perigosos...

mais material sobre o tema em :

https://ervadaninha.sarava.org/zine.html e
https://ervadaninha.sarava.org/biblioteca.html

Obrigado á todos! 

12 de out de 2011

Uma historia qualquer de tempos em tempos

...
um lugar pouco afastado da cidade,
onde o vento refresca e a agua seca,
paredes de barro batido bem altos e fortes,
com janelas por todos os cantos e lugares,
a poeira não acentua pois não há paredes existentes dentro da casa que as segure,
os tetos de madeira caída,
pelo quintal avista-se o por do sol avermelhado com cores quentes ao som dos cantos calmos do Anu-Preto passeante,
horizonte normalmente limpo de campo esverdeado que faz os olhos velhos virarem novos,
uma rua de terra batida passa em frente,
entre a casa e a cidade,
dezenas de dúzias de árvores e arbustos,
formando a alameda de pinheiros que vão aromatizando o ar e os ouvidos com seu Som magico,
os eucaliptos que mostram seu distinto cheiro ao nariz desperto,
na época o ipe faz chover brilho rosa das alturas tornando o chão mais belo, suntuoso e macio dentre todos os palácios de ouro do oriente e ocidente,
ainda o chão da casa feito de pedras octogonais, cúbicas e assimétricas coletadas pelo observador da natureza,
chafariz no centro com céu aberto para as estrelas,
esteiras de taboa e capim,
pinturas infinitas pelos lados e tetos,
livros e instrumentos de corda, sopro e percussão,
sementes secadas e pilares do menor pro maior, formando o teto piramidal magnético da regeneração,
flores e sofa de capim para os amigos dos amigos,
varal e amarras de cipó,
forno de barro para aquecer os pés e secar o olhar nas noites sem ruídos,
buracos no teto que transferem particularmente a lua e o sol em distintos movimentos de dia e de sol,
agua e luz fractalmente sem fim no movimento,
flores e aromas incansaveis de se perceber,
frutas e ervas exuberam-se nas altivas, majestosas e frondosas frutíferas de tronco grosso,
respeitáveis pelo tempo e pelo existir imutável,
nos trepados galhos de altura mediana colhe-se todas as cores e todos os cheiros,
logo nos dias de lua vazia deita-se e ouve até o som mais longe ressoar no tímpano,
os olhos fechados na sombra clara do veterano jasmim-manga de pétalas rosas que não são rosas,

ainda deitado na manhã do sol e na começo do dia,
tocado pela agua e secado pelo ar em movimento invisivelmente turbilhado, deixando a pele macia, lisa, quase intocável,
os girassois nos cantos da cerca viva de trepadeiras, maracujás, buchas e abóboras,
ficam altivos e eretos buscando não mais além do que um simples sorriso do sol,
a paz reina em todos os lugares, a paz é todos os lugares.

''poema'' espontâneo às 22:41numa terça quente de feriado dentro do ciclo de equinócio ocidental de fim de ano.

- Le







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